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Ritos de passagem (Vol. 2) - Xenogênese

Pela primeira vez leio uma obra de Octavia Butler em que o protagonista é um homem, ou melhor dizendo um constructo masculino, na duologia Sementes da terra e em Kindred as protagonistas foram mulheres, achei muito interessante Butler apresentar esse volume de outra perspectiva. Outro aspecto dessa trilogia que se mostrou diferente das demais obras foi como a abordagem da ficção científica ficou em maior evidência. Akin, o protagonista, é filho de Lilith, acompanhamos o despertar e todas as suas ações no primeiro volume, nesse segundo volume acompanhamos Akin desde o período que este estava dentro da barriga da mãe. Uma das características predeterminada para Akin é o de perambular, ele seria alguém que não se fixaria com uma família e uma casa, isso angustia Akin de tal forma que ele vive esse dilema até conseguir encontrar um modo de como ajudar os rebeldes e transformar isso em seu propósito de vida.   A forma como Akin compreendia os humanos muda quando ele passa um per...

Despertar (Vol. 1) - Xenogênese

  O que você faria se fosse raptada por extras terrestres? Bom, eu entraria em desespero, me recusaria a dar informações e colaborar com os meus raptores, sofreria com isso e bem provável em algum momento iria ceder. Isso aconteceu com muitos que foram despertados pelos Oankalis, em especial acompanhamos o percurso de Lilith quando é despertada para liderar um grupo que retornará para a Terra. Eu achei muito interessante a escolha do nome Lilith, pois passa realmente a sensação dela ter sido escolhida para ser a primeira mãe e que logo depois foi renegada, pensando em uma perspectiva cristã ocidental, assim como a escolha do nome Essun na trilogia A terra partida da escritora J. K. Jemisin, que foi significativo para a história, mas pensando em uma perspectiva das religiões afro-brasileiras. Enquanto estava sozinha sendo a única humana Lilith passou a confiar nos Oankalis, mas sempre pensava em fugir quando estivesse novamente na Terra, só quando despertou o primeiro ...

A terra partida - O céu de pedra (vol. 3)

  E aqui estamos com o último volume da trilogia A terra partida, confesso que fiquei com muita saudade de Alabaster, adoraria saber sua opinião sobre os acontecimentos e escolhas de Essun, apesar dessa falta que senti eu adorei a finalização da história e de como o livro foi potente e envolvente do início ao fim. Como disse na resenha do segundo volume Schaffa realmente me surpreendeu e de fato existiu a sua regeneração, no terceiro volume conseguimos ver melhor como ele estava mesmo disposto a lutar contra o sistema que lhe incumbiu um certo tipo de comportamento, demonstrando que mesmo o sistema criando estereótipos e designando para as pessoas, essas pessoas podem sim desconstruir tais estereótipos e ainda lutar contra eles, contudo não significa que não vá doer, toda mudança produz certo sofrimento ainda mais quando são mudanças estruturais. Nesse volume enfim tivemos o reencontro de Nassun e Essun e que encontro meu deus, não estava preparada para toda disputa que oco...