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Retrospectiva 2018

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Ano passado criei algumas imagens para relembrar os livros que tinha feito resenha durante esse primeiro período como blogueira de livros, ao total foram 39 resenhas, confesso que fiquei muito surpresa com a quantidade de resenhas que eu fiz, escrevi muito heim rsrsrs dividi as imagens em algumas categorias que eu mesma estipulei, foram 6 categorias, porém uma das categorias não fiz uma imagem, foi a categoria Cadernos Negros, foram 11 volumes lidos e feitos resenhas, como já tinha falado bastante sobre Cadernos Negros durante todo o ano preferi não fazer uma imagem, as categorias que fiz imagens foram as seguintes: literatura infantil, escritoras negras brasileiras, escritores negros brasileiros, literatura negra estrangeira, coletânea poética. Literatura infantil: Luana e as sementes de Zumbi de Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino Calu uma menina cheia de histórias de Cássia Valle e Luciana Palmeira Zula a guerreira de Marcos Cajé Bucala a pequena princesa do quilombo do Ca...

Literatura negra erótica

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Quando estava fazendo a lista do desafio Lendo Mais Mulheres 2019 tive dificuldade em completar o item Literatura Erótica, lembrei de um escritor negro que escreve sobre, mas eu só sabia que ele escreve, nunca li, também nunca me interessei antes para ler algo nessa vertente seja de escritor negro ou não, mas como tá na lista e eu me propus participar do desafio, aceitei sair da minha zona de conforto literária e fui buscar ajuda no instagram, algumas pessoas responderam e tive muitas indicações maravilhosas, Mariana Gomes do Blog Maia Vox sugeriu que fizesse uma publicação sobre as indicações que recebi e aqui estamos... Foram 8 indicações, algumas indicaram a escritora e o livro, outras apenas a escritora, fiz uma rápida pesquisa dos nomes para escolher uma para compor minha lista, acredito que vocês já viram a lista que publiquei, a obra que escolhi foi Além dos Quarto: Coletânea Erótica Negra Louva Deusas. Com a sugestão da publicação estive pesquisando melhor sobre as indica...

Cidadã de segunda classe

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Essa foi a segunda leitura da escritora Buchi Emecheta e até então a última, pois só temos dois livros traduzidos para a nossa língua, fico esperando ansiosamente pelas próximas traduções para desfrutar ainda mais de uma escrita profunda, intensa, em alguns momentos difíceis e outras sarcástica. Uma mulher na cultura da Nigéria não é considerada uma pessoa por isso não precisa estudar, mas Adah sentia algo diferente, sentia o desejo de estudar para poder melhorar, principalmente para melhorar a sua condição de vida. Então Adah contraria a tradição e consegue estudar, mas vai arcar com todas as consequências dessa escolha. A situação fica ainda pior quando perde seus pais, fica sem uma família, mesmo tendo um irmão, porém com este não tem uma verdadeira ligação, só mais tarde lá pro final do livro ele se posiciona de forma que eu particularmente aprovei, apoiando a irmã independentemente do que tenha ocorrido. Devido os estudos Adah consegue alcançar lugares que para os negros...

Literatura e referencial teórico em PDF

Oii gente! demorei de fazer novas atualizações, mas antes tarde do que nunca não é mesmo rsrsrs então aqui tem mais literatura negra pra vocês, alguns dos livros tem a resenha que já fiz, coloquei uma quantidade bem maior de referencial teórico do que da outra vez, aproveitem.... Obras em pdf: Carolina Maria de Jesus - Provérbios Carolina Maria de Jesus - Casa de Alvenaria Carolina Maria de Jesus - Antologia Pessoal Carolina Maria de Jesus - Quarto de Despejo Carolina Maria de Jesus - Diário de Bitita Djamila Ribeiro - Quem tem medo do feminismo negro? Djamila Ribeiro - O que é lugar de fala? Scolastique Mukasonga - A Mulher de pés descalços Teresa Cárdenas - Cachorro velho Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana Opiniães - Revista dos alunos de Literatura Brasileira Lélia Gonzalez - Racismo e sexismo na cultura brasileira Abdias do Nascimento - Jornada Negro Libertária  Abdias do Nascimento - O genocídio do negro brasileiro Abdi...

Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana

Esse foi o primeiro livro de antologia poética da literatura periférica que li, li em pdf e em breve colocarei no blog para que vocês também tenham acesso. Alguns nomes quando li pela primeira vez reconheci, outros nomes na releitura que fui reconhecer como o nome de Amanda Quésia que conheci no livro O diferencial da favela: poesias e contos de quebrada. Isso só demonstra mais uma vez como essas iniciativas de produções são importantíssimas para a valorização dos jovens ou não tão jovens escritores e escritoras da periferia-favela-comunidade-quebrada. Desde que li uma sensação ficou em mim decorrente da leitura de todos os poemas que posso resumir o livro em duas palavras – resistência preta – isso porque a nossa resistência tem cor sim, a nossa cor ancestral, a nossa cor de luta, a nossa cor de realeza e beleza, não digo dessa resistência que surgiu após a eleição, mas digo da resistência que o povo preto sempre soube, que herdamos dos nossos vindos de África e que aprendemos a...

O diferencial da favela: poesias e contos de quebrada

Estes autores fazem pulsar a vida em várias batidas, costumam as histórias de todo um povo, fazendo ponte entre o continente africano e a Sussuarana, entre e a diáspora, entre os que estão aqui e os ancestrais. Refazem a trajetória unindo duas histórias de um mesmo povo, o ontem e o hoje, através das palavras, através das histórias, através de cada poesia que modifica e amplifica o nosso mundo. Ser diferencial na quebrada é rejeitar o destino construído pela elite racista deste país e a família Sarau da Onça rejeita diariamente os rótulos construídos para o povo preto e constrói identidade a partir da ancestralidade. Talvez esta seja a missão do Sarau da Onça: reconstruir os caminhos e refazer a história da juventude negra das periferias. (Alaide Santana – Orelha do livro) O diferencial da favela é o segundo livro que leio que reúne poesias e contos de escritores da favela, escritores estes que produzem diariamente a literatura que dentro da literatura negra pode ser ainda in...

As tranças de minha mãe

Em as tranças de minha mãe o narrador, o pequeno Akin, uma criança negra, cujo nome significa “guerreiro”, nos leva aos enlaces afetivos ao lado da mãe Najuma e, também, do pai, Amin. Tais tranças vão além da estética visual e nos remetem aos enlaces ancestrais, cujas raízes são de origens africanas. Trata-se, portanto, de um livro de extrema relevância, pois, suas páginas podem abrir caminhos para o leitor viajar a um universo inserido em significações e à afirmação identitária. Para saber mais, ah! Abra o livro e viaje! (Maria Oliveira - Sinopse) O livro Tranças é composto exclusivamente por narrativa do início ao fim, como no livro Bucala, a diferença é que em Tranças o narrador é Akin, uma criança que vai relatar como vê a sua mãe, e que em nenhum momento você duvida que seja realmente uma criança falando. O início e o final do livro com imagens iguais fazem parecer que Akin declarou tudo o que tem no livro para a sua mãe, que teceu muitos comparativos a beleza, as trança...